sábado, 11 de abril de 2020

VIVEKANANDA por Vivekananda - O Filme

Para este momento, selecionamos o FILME sobre a vida de Swami Vivekananda (1863 - 1902), o grande profeta da Índia moderna e pioneiro de Yoga e Vedanta no Ocidente no idos de 1893. Vivekananda impactou os EUA, sendo aclamado "monge do direito divino", por ser inclusivo e falar em nome da harmonia das religiões no 1o. Parlamento Mundial das Religiões ocorrido em Chicago em 1893. A data de seu nascimento, 12 de janeiro, foi declarada pelo Governo Indiano como Dia Nacional da Juventude na Índia, tendo em vista seu importante legado. O filme foi produzido por ocasião das celebrações dos 150 anos de nascimento do grande Swami. Foi legendado para o português fruto de um dedicado trabalho voluntário. VIVEKANANDA POR VIVEKANANDA - Sua vida ... em suas próprias palavras. “Meu ideal é pregar para a humanidade sua divindade”. O filme é baseado nos escritos autobiográficos de Swami Vivekananda, o ilustre monge da Índia (século XIX). O Filme é uma tentativa de recriar a vida e os tempos de um dos maiores visionários deste mundo através de suas próprias palavras. Tem uma abordagem histórica. -- Imagem e texto originais de Chennai Math - Tradução/legendas: Vagner Fernandes. -- Exibido pela primeira vez no Brasil no CineVedanta de nosso Centro Ramakrishna Vedanta Brasília, em maio de 2019.

Desfrutem!



segunda-feira, 30 de março de 2020

Crise Coronavírus: Como lidar com a saúde mental e emocional

Swami Nirmalatmananda, diretor espiritual da Ordem Ramakrishna no Brasil, faz algumas ponderações importantes sobre este momento de crise do Coronavírus e dá algumas dicas para que possamos vivenciar este momento com tranquilidade, qualidade e oportunidade. Convida-nos a buscar uma visão do todo e como isso beneficia o nosso entendimento e emoções.
Curta e compartilhe!


quarta-feira, 18 de março de 2020

Uma Resposta Espiritual ao Vírus - Mensagem de Sw Tyagananda

Mensagem de Swami Tyagananda: Diretor Espiritual do Vedanta Center of Boston

Uma Resposta Espiritual ao Vírus

O coronavirus está em todas as manchetes. Todos os dias. Em todas as partes do mundo. Todo o resto ficou em segundo plano. O vírus não está mais confinado em uma província ou país em um canto do mundo. Ele está se aproximando a cada dia, a cada hora, e todos estão preocupados.
Na ausência de qualquer medicamento (até agora) que possa prevenir a infecção ou curá-la, nossa única escolha no momento presente é não permitirmos que o vírus entre no corpo. Isso significa que devemos seguir rigorosamente os métodos conhecidos como: lavar as mãos cuidadosa e frequentemente com sabonete e minimizar o contato com superfícies expostas em lugares públicos. E, se o vírus encontrou alguma maneira de nos infectar, é nosso dever nos isolarmos imediatamente, para que não nos tornemos agentes de infecção e espalhemos ainda mais a doença.    

Existe algo mais que possa ser feito? Aqueles entre nós que levam seriamente uma vida espiritual, podem querer se perguntar: além da resposta óbvia e essencial à ameaça da infecção, existe também uma resposta espiritual? Que tipo de pensamentos um estudante de Vedanta pode ter como preparação por uma possível infecção com o vírus — e o que uma pessoa pode fazer em adição às precauções necessárias que já estão vigentes?

1 - Não entre em pânico:

Quanto mais vulneráveis nos sentirmos, mais ansiosos ficaremos. Existem evidências de que a ansiedade pode enfraquecer dramaticamente o sistema imunológico, tornando-nos ainda mais vulneráveis ao vírus. Para sair desse círculo vicioso, precisamos lidar positivamente com nossa ansiedade. Um verso do Panchadasi (7.168) é um lembrete especial daquilo que é óbvio, mas quase sempre esquecido:  

यदभावि न तद्‌भावि भावि चेन्न तदन्यथा । इति चिन्ताविषघ्नोऽयं बोधो भ्रमनिवर्तक: ॥
Yad abhāvi na tad bhāvi, bhāvi cet na tad anyathā;
Iti cintā-viṣaghno’yaṁ bodho bhrama-nivartakaḥ.


“Aquilo que não vai acontecer não vai acontecer. Aquilo que vai acontecer vai acontecer.” — esse conhecimento destrói o veneno da ansiedade e remove a ilusão.
Isso não é fatalismo. Nem significa que não temos de fazer nada, que meramente temos de nos sentar sem fazer nada e deixar as coisas tomarem seu próprio curso. Longe disso. Significa que, depois de termos feito o melhor que pudermos para responder apropriadamente em qualquer situação, reconhecemos que, quando tudo está dito e feito, o que deve ser será, e o que não deve ser não será. Não há nada que possamos fazer além de dar o melhor de nós quando o tempo requer.  

O nosso “melhor” não é uma quantidade fixa. Ele pode mudar, e muda generosamente com o tempo. Fazer o melhor que pudermos, e, tendo feito isso, colocarmo-nos de lado e parar de nos preocupar — essa abordagem ajuda-nos a focar nosso tempo, habilidade e energia totalmente no dever imediato, ao invés de gastá-los por meio da ansiedade e, no processo, enfraquecer a nós mesmos.

2 - Pratique estar sozinho:

Uma das medidas inevitáveis que podemos adotar caso estejamos infectados — ou se suspeitarmos que estejamos infectados — é isolar a nós mesmos, de forma a não espalhar a infecção. Isso significa estarmos sozinhos. Se não estamos acostumados a isso, então a experiência da quarentena será muito difícil de suportar. Agora chegou uma boa hora, portanto, de praticar estarmos sozinhos todos os dias, pelo menos por alguns minutos.

Estar sozinho é diferente de se sentir solitário. Sentir-se solitário é terrível e muitas pessoas sofrem de solidão, mesmo quando estão rodeadas de pessoas. Mas, reconhecer que estamos sozinhos leva a um estado de suprema paz e claridade. Isso soa como um paradoxo; contudo, quanto mais realizarmos esse fato, melhor seremos capazes de nos relacionar com todos e com tudo ao nosso redor. Nossos relacionamentos irão melhorar e nosso trabalho adquirirá um novo significado. Cada um de nós veio a este mundo sozinho e vai deixar este mundo sozinho. Ter o hábito diário de, mesmo que brevemente, estar sozinho, ajuda-nos a viver com sanidade em um mundo cada vez mais frenético.

Uma maneira de praticar estar sozinho é ficar longe da televisão, da Internet e do telefone, pelo menos por alguns minutos todos os dias, e passar mais tempo sozinho em nossa própria companhia. Se nos sentirmos entediados nesse processo, pelo menos saberemos quão tediosos nós somos. Se não conseguimos ficar em nossa própria companhia, que direto temos de infringi-la aos outros?  

As práticas como oração, adoração, meditação, e estudo das escrituras, dão-nos a oportunidade de nos sentirmos confortáveis, mesmo estando sozinhos. Pois, para termos perfeição nessas práticas, precisamos estar sozinhos com Deus, não importa de que maneira ou forma visualizemos o divino. Aqueles que fazem práticas espirituais diariamente estão mais preparados para ficarem sozinhos, voluntariamente ou forçosamente.

3 - Contemple sobre a possibilidade da morte:

Nós geralmente reconhecemos o valor de planejarmos para o futuro, embora nenhum de nós saiba realmente o que o futuro nos reserva. Enquanto planejamos coisas que podem ou não acontecer, quantos de nós têm um planejamento para a morte, a única coisa que é absolutamente certa? A única coisa desconhecida a respeito da morte é a hora e a causa. Nenhum de nós quer morrer logo, mas ter um plano é algo sábio. A taxa de mortalidade pelo coronavírus parece ser baixa, mas isso não nega a possibilidade de eu ser um dos poucos que tornam-se infectados e sucumbem à morte pela doença. Mesmo que sempre esperemos pelo melhor, faz completo sentido prepararmo-nos para o pior.

Uma obsessão neurótica com a morte é uma forma de doença. É debilitante e pode levar a intervenção clínica. Mas, uma abordagem positiva para com o fenômeno da morte não apenas é saudável e fortificante, como também é espiritualmente benéfico. Essa pode ser uma boa hora para começar a pensar sobre a morte — o que ela significa para mim e como poderei encará-la. Os textos espirituais e os mestres dão-nos muitas instruções sobre esse assunto. Swami Vivekananda encoraja seus estudantes a pensar sempre sobre a morte. Suas palavras vêm à mente:
“Veja bem — nós todos iremos morrer (cedo ou tarde). Tenha isso sempre em mente, e então o espírito em seu interior vai despertar. Somente então, o que é pequeno vai desaparecer de você, a praticidade no trabalho surgirá, você terá novo vigor no corpo e na mente, e todos aqueles que entrarem em contato com você também sentirão que obtiveram algo elevado.”

No começo, essa prática de pensar na morte não é nada fácil. Swamiji sabia disso: “A princípio, o coração vai quebrar, e o desânimo e pensamentos nebulosos ocuparão sua mente. Mas persista, deixe que os dias passem assim — e então? Você verá que uma nova força adentrará o coração, que o constante pensamento sobre a morte está lhe dando uma nova vida e tornando você cada vez mais pensativo, ao trazer constantemente diante de seus olhos a verdade do dito: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade!” Espere! Que os dias, meses e anos se passem, e você sentirá que o espírito interior está despertando com a força de um leão, que o pequeno poder interior se transformou em um grande poder. Pense na morte sempre, e você realizará a verdade de cada palavra que estou dizendo.” (CW,5. 329-30)

Nada disso significa que eu vou morrer na presente crise. O que significa é que, na eventualidade de tal possibilidade surgir, eu não serei pego de surpresa e não me encontrarei despreparado. É mais fácil encarar um inimigo se fizermos nossa lição de casa. Talvez, a morte possa nem ser nossa “inimiga”. Mas como saber disso se nós sempre evitarmos pensar sobre ela? As palavras de Sócrates no momento de sua provação vêm à mente: “Mas agora chegou a hora de ir embora. Eu vou para morrer, e você para viver; mas, quem de nós terá o melhor destino, isso só Deus sabe, e ninguém mais.”

Essas três coisas são, portanto, algumas das medidas que um aspirante espiritual pode adotar na presente crise: não entrar em pânico, acostumar-se a estar sozinho, e pensar na morte de forma saudável. Não há dúvida de que essas práticas ajudarão a manter a ansiedade sob controle, nos prepararão para isolamento se for necessário entrarmos em quarentena, e — no caso da eventual fatalidade — encontrar a morte com total consciência e com o coração preenchido de felicidade e paz.

Interessante notar que essas são as mesmas coisas que um buscador espiritual deve fazer, mesmo quando não há uma crise como a que estamos vivendo agora. Os problemas relacionados à velhice, doenças, e morte, em realidade nunca nos deixam, assim como os problemas de estresse, preocupação e medo. Quanto mais praticarmos estarmos livres de ansiedade, ou desfrutar dos momentos em que estamos sozinhos, e de ver a morte não como um fim, mas uma continuação de nossa existência em outra forma, tanto mais descobriremos que estamos todos interconectados, e que a morte não significa o fim de tudo.

Nós damos o melhor de nós quando somos desafiados. A presente crise do coronavírus é um desafio à ingenuidade e força inerente nos seres humanos. Podemos encarar esse desafio com sabedoria e inteligência. Se nos dermos bem, ficaremos mais fortes para encarar desafios ainda maiores que nos esperam. Eles certamente virão e devemos estar preparados.  

Hari Om Tat Sat

Mensagem de Swami Chetanananda sobre o COVID-19

Mensagem de Swami Chetanananda: Vedanta Society of  St. Louis (EUA)
Sobre o COVID-19

Devotos e Amigos,

Nós estamos realmente passando por uma crise global. Em toda a minha vida, nunca passei por uma situação horrível como essa. Não devemos nos entregar ao pânico ou ficar com o coração tomado de medo. Por favor, lembrem-se de que um tornado ou furacão não duram o tempo todo, eles vêm e vão. Esse terrível coronavírus uma hora ou outra vai passar. Cientistas do mundo todo estão trabalhando dia e noite para inventar uma vacina para esse vírus mortal, para o bem da humanidade. Quando leio as notícias da China, do Irã, da Itália, dos Estados Unidos, observo como os seres humanos estão desamparados. O governo, o dinheiro, os médicos, ninguém pode salvar nossas vidas.

Precisamos ser corajosos e ter paciência. Usem o bom senso com relação à higiene física. Evitem contato com o público e mantenham uma distância social ativa. Sigam as diretrizes das cidades e dos governos. A maioria de nós está agora preso em casa. Portanto, coma menos, pois não estamos fazendo muitas atividades físicas. Faça o seu trabalho regular a partir de sua casa, tanto quanto possível. Caminhem e façam algum exercício físico. Estudem e pratiquem mais disciplinas espirituais, e, ao mesmo tempo, orem ao Senhor com todo o coração: “Possam todos ser felizes. Possam todos estar livres de doenças. Possam todos realizar o que é bom. Que ninguém esteja sujeito ao sofrimento.” Algumas vezes, descobrimos que o bem surge daquilo que é mal. Talvez o Ser Supremo queira frear nossas tendências mundanas por um tempo, e voltar nossas mentes para dentro de nós mesmos, de forma que possamos ter tempo para introspecção e para focar na verdadeira meta de nossas vidas.

Há uma bonita passagem da Vedanta: “Aquilo que não vai acontecer não vai acontecer. Aquilo que vai acontecer vai acontecer. – Esse conhecimento destrói o veneno da ansiedade e erradica toda ilusão.”



Em maio de 1898, durante uma epidemia em Calcutá, Swami Vivekananda escreveu uma Declaração Pública. Em parte, ele disse:


1 - Por favor, não entre em pânico devido ao medo infundado. Dependa de Deus e calmamente tente encontrar a melhor maneira de resolver o problema.
2 - Sempre mantenha a casa e seus arredores, os quartos, as roupas, a cama, etc, limpos.
3 - Não ingira alimentos passados e pesados; coma alimentos frescos e nutritivos. Um corpo fraco está mais suscetível a doenças.
4 - Sempre mantenha a mente alegre. Todas as pessoas vão morrer um dia. Os covardes sofrem as dores da morte continuamente, por causa do medo em suas mentes.
5 - Não dê nenhuma atenção a rumores e boatos.

Não percam a fé, nós veremos a luz.

Swami Chetanananda
Vedanta Society of St. Louis
17 de Março 17 de 2020

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Educação é a Manifestação da Perfeição já Existente no Homem

"... O conhecimento é inerente no homem, nenhum conhecimento vem de fora, ele está todo dentro de nós. O que dizemos que um homem sabe deve, na linguagem estritamente psicológica, ser o que ele descobre ou desvela. O que um homem aprende é na realidade o que ele descobre ao tirar o véu de sua própria alma, que é uma mina de infinito conhecimento. Dizemos que Newton descobriu a gravitação. Estava ele sentado num canto, esperando por isso? Não, estava em sua mente; chegou o momento devido e ele fez a descoberta. Todo conhecimento que o mundo já recebeu vem da mente; a biblioteca infinita do universo está em nossa própria mente. O mundo exterior é apenas a sugestão, a ocasião, que nos leva a estudar nossa própria mente.

Todo conhecimento, por conseguinte, seja ele secular ou espiritual, encontra-se na mente humana. Em muitos casos, ele não é descoberto, permanece oculto, e quando o véu que o cobre vai sendo lentamente erguido, dizemos que “estamos aprendendo”, e o avanço do conhecimento se dá conforme o avanço desse processo de descobrimento.

O homem no qual esse véu está sendo levantado é que tem mais conhecimento; o homem no qual esse véu continua imóvel, é ignorante; e aquele cujo véu foi totalmente retirado é onisciente, e tudo sabe. Como o fogo existe num pedaço madeira, o conhecimento existe na mente; sugestão é a fricção que o traz para a superfície. Todo conhecimento e todo poder estão no interior. O que chamamos de poderes, segredos da Natureza e força estão interiorizados. Todo conhecimento provém da alma humana. O homem quando manifesta o conhecimento, descobre-o dentro de si, que é pré-existente, ao longo da eternidade..."
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Texto do livro “EDUCAÇÃO” de Swami Vivekananda

domingo, 26 de janeiro de 2020

Será que sabemos realmente desfrutar a vida?

😏 "As pessoas que vivem pelos sentidos pensam que estão gozando a vida. Que sabem elas do prazer? Só aqueles que estão plenos de felicidade divina gozam de fato a vida." 😇😄🙏 -- Sw Brahmananda

Hoje, segundo o calendário lunar, celebra-se o 157º aniversário de Swami Brahmananda, filho espiritual de Sri Ramakrishna, a Encarnação Divina que impactou o mundo com sua mensagem de harmonia entre as religiões.

SWAMI BRAHAMANANDA (1863-1922), chamado carinhosamente de Maharaj (grande rei), era um verdadeiro dínamo espiritual. Sua espiritualidade irradiava-se das mais diversas maneiras na vida cotidiana. Majestoso e sereno como o oceano profundo, tinha a simplicidade de uma criança. Cheio de doçura, era uma alma iluminada e inspiradora. Seu senso de humor irresistível manifestava-se, por vezes, em sua s piadas e brincadeiras diárias, embora sua mente estivesse constantemente mergulhada em profundos estados de consciência mística.
No livro "O Eterno Companheiro", encontram-se seus preciosos ensinamentos e reminiscências, capazes de tocar o coração dos sinceros buscadores espirituais e despertar potencialidades adormecidas. Maharaj deixou um valioso legado de como uma pessoa pode cumprir suas responsabilidades no mundo e, ao mesmo tempo, enriquecer sua vida com uma vibrante espiritualidade.
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Encontramos no Bhagavad Gita - Cap. IV, nos Slokas a seguir, parte de seu segredo de felicidade:
"21 -Não espera lucro, não receia perda; de nada depende, e conserva os sentidos sob o domínio da razão. Assim é senhor do seu sentir e pensar, um rei poderoso no reino interior da alma.
22 - Está contente sempre com tudo o que o dia lhe oferece; não se deixa alterar por ventura nem por desventura; é livre da inveja; conserva o ânimo igual e o coração afável, tanto no sucesso como no insucesso; faz sempre o melhor que pode, porém, sem se apegar à obra. Assim, vive puro e imaculado entre os impuros e pecadores."

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

O QUE É MEDITAÇÃO?


O que é meditação? Meditação é o poder que nos torna capazes de resistir a tudo. A Natureza pode nos dizer: “Olhe, que coisa maravilhosa!” E eu não olho. Então, ela diz: “Que belo aroma! Sinta- o!” Eu digo ao meu nariz: “Não o cheire” e o nariz me obedece. “Olhos, não vejam!”. A Natureza faz uma coisa terrível — mata um de meus filhos e diz: “Agora, patife, sente-se e chore! Caia no buraco! Afunde!” Eu respondo: “Não farei isso”. Eu me ergo. Devo libertar-me. Experimente fazer isso algumas vezes. Na meditação, por um momento, você pode modificar seu modo de ser. Agora, se você tem aquele poder dentro de si mesmo, não seria isto o céu, a liberdade? Este é o poder da meditação.

Como alcançá-lo? De doze maneiras diferentes. Cada temperamento tem sua própria maneira. Mas este é o princípio geral: domine sua mente. A mente é como um lago e cada pedra que nele cai provoca ondas. Essas ondas não permitem que nos vejamos como somos. A lua cheia se reflete sobre a água do lago, mas a superfície está tão agitada que não vemos claramente seu reflexo. Fique calmo. Não deixe sua natureza provocar as ondas. Fique quieto e então, passado certo tempo, ela desistirá. E, então, saber- emos o que realmente somos. Deus lá está presente, mas a mente é tão agitada, sempre a perseguir os sentidos... Você isola os sentidos e, mesmo assim, sua mente continua a girar, a rodar. Num dado mo- mento sinto-me bem e resolvo meditar em Deus e então minha mente viaja para Londres, num minuto. E se consigo retirá-la de lá, ela voa para Nova York, para pensar nas coisas que fiz lá, no passado. Essas ondas devem ser detidas pelo poder da meditação.
-- Swami Vivekananda