quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ocupação Saudável

O refrão “uma mente ociosa é o laboratório do diabo” é muito certo. Portanto devemos dar à mente uma ocupação saudável e criadora, alimentá-la com pensamentos elevados e uma aspiração nobre. Caso contrário, dirigir-se-á para objetos inferiores e se dispersará, e nesse estado nunca poderá ser controlada.



Se pudermos penetrar no mais íntimo da instabilidade de nossa mente, descobriremos que a causa é um ou vários pensamentos negativos atuando uns sobre os outros. Portanto, para firmar a mente precisamos proteger nossos pensamentos com perseverança. Buda ensina:

Assim como um arqueiro estende seu arco, o sábio dirige seu pensamento vacilante e inconstante para uma linha reta. Que o sábio proteja seus pensamentos astutos e difíceis de perceber. Os pensamentos bem vigiados dão felicidade.

Uma correta introspecção revelará que a inadvertência se encontra na raiz da agitação da mente. Tal inadvertência ou descuido nos chega naturalmente, porque não nos treinamos no cultivo da mente para ocupações internas mais elevadas.

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Cultivar constantemente a atenção para o supremo objetivo da vida, o Espírito Supremo, é um método poderoso para a firmeza da mente, que oportuniza um benefício muito maior que outras práticas.

Que a mente se ocupe de coisas saudáveis, não significa que deva ser monótona. Se assim fosse, a tarefa seria penosa e insalubre. Temos uma variedade para escolher, renovar e assegurar a ocupação saudável da mente. Sri Krishna ensina:

A caridade, o cumprimento dos deveres, a observação dos votos, ouvir as  escrituras, atos meritórios e outras ações, tudo isto culmina no controle da mente, que é suprema yoga. (Srimad Bhagavatam, XI, 23.46)
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Do livro A Mente e Seu Controle, de Swami Budhananda - publicado na Revista Vedanta

sábado, 6 de setembro de 2014

Toda Religião tem uma dádiva

"Toda religião tem uma dádiva específica a oferecer à humanidade; toda religião traz consigo um ponto de vista único, que enriquece o mundo. O cristianismo enfatiza o amor e o sacrifício; o judaísmo, o valor da sabedoria espiritual e da tradição. O islamismo enfatiza a fraternidade universal e a igualdade, enquanto que o budismo advoga a compaixão e a atenção plena. A tradição nativa americana ensina a reverência pela Terra e ao mundo natural que nos rodeia. A Vedanta, ou tradição hindu, enfatiza a unidade da existência e a necessidade da experiência mística direta.

As tradições espirituais do mundo são como diferentes peças de um gigantesco quebra-cabeças: cada peça é diferente e cada peça é essencial para completar todo o quadro. Cada peça deve ser honrada e respeitada, enquanto nos mantemos firmes com nossa peça particular do quebra-cabeças. Podemos aprofundar nossa própria espiritualidade e aprender sobre nossa própria tradição, estudando outras crenças. E de forma igualmente importante: estudar bem nossa própria tradição nos tornará mais capazes  de apreciar a verdade das outras tradições."
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Fonte: A Harmonia das Religiões - Leia o artigo completo

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Reflexões sobre Karma Yoga - Bhagavad Gita



1 – Disse Arjuna:

Ó Krishna, tu elogias a renúncia da ação e também o cumprimento da ação. Por favor, diga-me definitivamente o que é melhor para mim. 



2 – Disse o BENDITO SENHOR:
A renúncia e a ação abnegada, ambas conduzem à liberação, mas entre elas, o karma yoga ou ação abnegada, é superior à renúncia da ação.
3 – Ó tu de poderosos braços, aquele que não sente gosto nem desgosto, deve ser considerado como um homem de constante renúncia, porque estando livre dos pares de opostos, se libera muito facilmente.
4 – As pessoas de mentalidade infantil e não o sábio, dizem que o conhecimento é diferente da ação abnegada. Praticando qualquer deles se logra o fruto de ambos.
5 – O estado que alcança o gñani é alcançado também pelo karmayogui. Aquele que vê a identidade entre o conhecimento e a ação abnegada, vê corretamente. 
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Bhagavad-Gita - Cap. V 
Sugestão - Veja também o cap. III e IX