quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Estudo do Bhagavad-Gita


"O Bhagavad-Gita não é um tratado de teologia, nem um livro de orações devocionais e nem um texto de um sistema filosófico. Este sagrado texto, de forma sintética, ilumina a consciência humana, aclara os complexos problemas sobre dever, propósito da vida, diferença entre o amor e o apego, ciência do yoga, prática da devoção e do difícil caminho do discernimento pelo qual o homem de renúncia logra o conhecimento direto do UM sem segundo, a Existência-Conhecimento-Bem-aventurança Absoluta. Lendo este livro, aquele que realmente tenha inquietude espiritual, descobre com assombro e certa alegria que muitas, senão todas, as perguntas de Arjuna, são ou poderiam ser as suas e que certas respostas de Sri Krishna retiram todas as suas dúvidas, lhe dão ânimo e convicção, preparam-lhe para seguir firmemente o caminho espiritual e fazem eco ao dito final de Arjuna: “Sinto-me firme, minhas dúvidas desapareceram. Cumprirei Tua ordem.”

---
Trecho do prefácio ao Srimad Bhagavad-Gita
por Swami Vijoyananda (1898 - 1973),
monge da Ordem Ramakrishna, discípulo de Swami Brahmananda, filho espiritual de Sri Ramakrishna.
Swami Vijoyananda foi o pioneiro da Vedanta na América do Sul.

--
Estudos  regulares seguido de meditação
às quartas-feiras das 19h30 às 21h
no Centro Ramakrishna Vedanta Brasília

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Glória a Swami Brahmananda pelo seu aniversário

“...Eu já ouvira dizer que Swami Brahmananda era o filho espiritual de Sri Ramakrishna e que Swami Vivekananda opinava que suas realizações espirituais eram muito profundas, incomensuráveis, e que ele vivia permanentemente em “Ananda Samadhi”, ou seja, em estado de Bem-Aventurança ininterrupta.

Vi com que carinho e respeito o tratavam os grandes Swamis (monges da Ordem Ramakrishna) como Shivananda, Saradananda e outros; mas naquele tempo eu não sabia o que eram realizações espirituais, não o apreciava nem o julgava por suas qualidades divinas; só sentia que meu carinho por ele aumentava a cada instante e também sentia que o Swami me queria. Não encontrava a razão desse sentir extraordinário nem me preocupava buscá-la. Notava algo inexplicável: todos os que viviam no mosteiro sentiam um gozo pouco comum.

Enquanto Swami Brahmananda residia em Belur-Math (sede da Ordem Ramakrishna – Calcutá, Índia), todas as manhãs, bem cedinho, por volta das 4:30 horas, muitos Swamis e brahmacharis (noviços) iam rezar e meditar em seu quarto e, por falta de lugar dentro, alguns sentavam-se do lado de fora, na varanda. Essa reunião, em silêncio, durava cerca de três horas. Logo, por três quartos de hora, se faziam ouvir os cantos devocionais. Como eu era novo, não me atrevia a entrar no quarto e me sentava em um lugar perto do umbral. Não sabia meditar; minha mente curiosa não queria estar tranquila; entretanto, recordo muito bem que às vezes, independentemente de minha vontade, minha mente sentia uma tranquilidade como jamais havia experimentado antes; e com a mente tranquila, infalivelmente, me sentia feliz...” – Swami Prabhavananda – (Texto extraído do livro “O Eterno Companheiro”.)



Glória a Swami Brahmanandaji Maharaj neste dia, 1º de fevereiro de 2014, em que se comemora o seu aniversário de nascimento, segundo o calendário hindu.