sábado, 28 de setembro de 2013

Mente, emoções e a prática da meditação

 Na vida diária, nossas mentes e emoções, se não são bem cuidadas, consomem as energias e nos deixam quase exaustos. Além de uma série de benefícios, a meditação nos ensina como ter certo grau de maturidade emocional.  
As técnicas meditativas aumentam a capacidade mental, por meio da manifestação do poder latente na própria mente. Assim como uma música é agradável devido às pausas silenciosas entre as notas, da mesma forma, a meditação provê a pausa que torna nossas atividades prazerosas.

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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Loucura pelo Amor Divino

Assim cantou o sabio rei hebreu, assim eles cantaram na Índia. "O amado, um beijo de teus lábios! Beijado por Ti, a sede por ti aumenta para sempre! Todas as dores cessam, esquece-se do passado, presente e futuro, e apenas se pensa unicamente em ti." Essa é a loucura do amante, quando todos os desejos desapareceram. "Quem se importa com a salvação? Quem se importa em ser salvo? Quem se importa em ser perfeito? Quem se preocupa com a liberdade?" - Diz o amante. "Eu não quero riqueza, nem saúde, eu não quero beleza, eu não quero intelecto: deixe-me nascer de novo e de novo, no meio de todos os males que existem no mundo, não vou reclamar, mas me deixe amar a Ti, apenas pelo amor".
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Swami Vivekananda, Obras Completas Volume II, Bhakti

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A renúncia pelo amor a Deus

De todas as renúncias, a mais natural é a do bhakti iogue. Nela não há violência, não precisamos desistir de nada, não há nada para arrancar de nós mesmos, nada do que tenhamos que nos separar de maneira violenta. p. 278
 
A renúncia necessária para alcançar bhakti (amor a Deus) não se atinge pela aniquilação de algo, mas acontece naturalmente como, quando em presença de uma luz mais forte, as luzes menos intensas vão gradativamente perdendo sua luminosidade até se apagarem por completo.  Assim o amor aos prazeres dos sentidos e do intelecto diminui, é posto à margem e relegado à sombra, pelo amor a Deus. p. 279

 O bhakta ama porque não pode evitar o amor.  Quando você contempla uma bela paisagem e cai de amores por ela, você nada pede à paisagem, nenhum favor, e nem ela demanda algo em troca. No entanto, aquela visão traz à sua mente um estado de extrema felicidade; confere a sensação de paz à sua alma; oferece tranquilidade, chega quase a alçá-lo além de sua natureza finita, colocando-o num estado de êxtase divino... Nada peça em retribuição ao seu amor, permita que a sua posição seja sempra a do doador. Dê seu amor a Deus, sem pedir a Ele nada em retribuição. p. 288-289
 


O caráter mais nobre é o daquele em quem a yoga do conhecimento (jnana), a yoga do amor (bhakti) e a raja yoga estão, as três, harmoniosamente fundidas.  Três são os requisitos para um pássaro voar: duas asas e a cauda que serve de leme. Jnana é uma das asas, bhakti é a outra, e raja yoga a cauda que serve para lhe dar estabilidade.  p. 259

O próprio homem transfigura-se na presença dessa luz de amor e percebe finalmente a verdade tão bela quanto inspiradora que o amor, o amante e o amado são um só! p. 303
 
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Swami Vivekananda. O que é religião. Rio de Janeiro: Lótus do Saber, 2004. 

- Em setembro estamos estudando o Cap. XII do Bhagavad Gita que trata de Bhakti Yoga. -
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