sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Nas horas de meditação

"Há horas em que alguém se esquece do mundo. Há horas em que alguém se aproxima dessa região de bem-aventurança, na qual a alma se acha contida dentro do Eu e em presença do Altíssimo. Cala-se, então, o clamor do desejo; tranquilizam-se os sentidos. Somente Deus é.

Não existe santuário mais sagrado que a mente purificada, uma mente concentrada em Deus. Não existe lugar mais santo do que aquela região de paz na qual penetra a mente quando fica fixa no Senhor. Nem há incenso de perfume mais suave e puro que o pensamento ascendendo para Deus.
 
Pureza, felicidade, bem-aventurança, paz!  De tudo isso se compõe a atmosfera do estado de meditação.
A consciência espiritual alvorece nessas horas silenciosas, sagradas. A alma se aproxima de seu manancial. Nessas horas, o ribeiro da personalidade se expande, convertendo-se em imponente e caudaloso rio que corre para essa individualidade verdadeira e permanente, que é a Consciência Oceânica de Deus. E ela é Uma, Única.
Nas horas de meditação a alma extrai das alturas as qualidades que realmente pertencem à sua natureza: ausência de todo medo, sentido da realidade, sentido da imortalidade.
Interioriza-te em teu Eu, ó alma! Busca de verdade a hora silenciosa. Compreende que teu Eu é da mesma substância da verdade, a substância da Divindade. Em verdade mora Deus dentro de teu coração! "
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F. J. Alexander (discípulo de Swami Vivekananda) –in: Nas Horas de Meditação. São Paulo: Ed. Pensamento. s/d, p.11 e 12.

 

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