sábado, 19 de março de 2011

Impulso para a felicidade eterna

"A mente humana possui um impulso para a felicidade e existência eterna. A iluminação total da mente, por meio de métodos subjacentes de concentração e meditação, evidencia a grandeza da mente por sua característica integradora e unificadora."

Swami Akhilananda, Psicologia Hindu. Buenos Aires: Paidos, 1964.

"O que o homem quer é a felicidade eterna, só que ele não sabe onde e como consegui-la. Ele confunde os prazeres sensórios pela bem-aventurança pura. Por isso ele deseja ter as coisas atrativas deste mundo e do além. Riqueza, filhos, fama, e centenas de outras coisas deste mundo o atrai e ele corre atrás delas. Ele consegue algumas e é feliz por algum tempo, outras fogem de seu alcance e ele sente o sofrimento, enquanto algumas outras permanecem em seu poder por algum tempo e então subitamente desaparecem. Tais perdas o fazem sofrer. Então novamente, tão logo ele ganha algumas coisas cobiçadas, novos desejos surgem e o tornam inquieto. E ele descobre, para sua tristeza, que os sentidos não podem ser pacificados pelo gozo. Pelo contrário, seus desejos aumentam desta forma. Assim sua vida torna-se uma corrida interminável atrás destes prazeres passageiros. Neste caminho ele jamais atinge a satisfação. O sofrimento, nascido dos desejos insatisfeitos e a perda forçada das coisas desejadas, o seguem a cada passo. E isto continua vida após vida. Mesmo o mundo superior e mais sutil onde ele consegue apenas prazeres não dá a ele a eterna bem-aventurança. Um homem de ações meritórias pode ir lá após a morte e desfrutar de intenso prazer. Mas isto é apenas por um tempo. Depois disso ele tem que voltar e nascer novamente nesta terra. Na verdade, enquanto o homem é dirigido pelos desejos, nem este mundo ou o próximo pode dar a ele a eterna bem-aventurança. O desejo é verdadeiramente a corrente que o prende à roda do nascimento e da morte.”
Swami Yatiswarananda, "How to Seek God", pág. 1.

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