quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Inspiração da Semana

"Coloca-te no meio entre esses dois extremos, ó príncipe, e cumpre, em tranquila resignação, o dever por ser dever, e não pela espectativa de recompensa. Conserva ânimo igual na ventura ou desventura: assim é que faz o yogi." Bhagavad-Gita II:48
"Quando um homem, ó príncipe, quebrou os vínculos dos desejos do seu coração e está internamente satisfeito consigo, atingiu a Consciência Espiritual e firmou-se no conhecimento.
A sua mente não é turbada nem pela adversidade nem pela prosperidade: aceita ambas, sem apegar-se a nenhuma. Nele não tem parte a ira, nem o medo, nem as paixões; ele merece o nome de sábio."
Com equanimidade suporta as vicissitudes da vida, tanto as favoráveis como as desfavoráveis; não se entrega nem à alegria excessiva, nem à tristeza. Nada lhe rouba a liberdade." Bhagavad-Gita II:55-57
"Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade." Filipenses 4:12

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Inspiração da Semana

Rompe teus grilhões! Laços que te atam
De ouro reluzente ou de metal ordinário,
Amor, ódio; bem, mal; e todas as demais dualidades.
Sabe: escravo é escravo acariciado ou açoitado, nunca liberto.
Pois algemas, embora de ouro, nem por isso
Menos forte são ao encadear.
Então fora com ela – valoroso Sannyasin ! – fala:
“Om tat sat, Om”
Dissipa a obscuridade ! Fogo fátuo que agrega,
Com luz tremeluzente, mais sombra sobre sombra.
Extingue para sempre esta sede de vida que arrasta
A alma, de morte e nascimento, de nascimento a morte.
Conquista tudo, aquele que consquista a si mesmo. Sabe isto não te rendas
Jamais – bravo Sannyasin ! – clama:
“Om tat sat, Om”
“Quem semeia colhe” – dizem – e a causa trará
O inevitável efeito: o bem, bem; o mal, mal, e ninguém
À lei escapa. Pois qualquer que tome uma forma
Tem que aceitar os grilhões. Absolutamente certo ! Contudo, mais além
De nome e forma está o Atman, sempre livre.
Sabe que tu és Aquele – pertinaz Sannyasin – louva:
“Om tat sat, Om” (...)
Excertos de "A Canção do Sannyasi" - de Swami Vivekananda

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Inspiração da Semana

 

“Por isso não andeis preocupados dizendo: Que iremos comer? Ou, que iremos beber? Ou, que iremos vestir? (Porque todas essas coisas os gentios procuram.) De certo, vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas estas coisas. Mas buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”  Sermão da Montanha

“Se um homem me adorar, e meditar em mim com mente compenetrada, dedicando-me cada instante, eu lhe suprirei todas as necessidades e protegerei seus bens contra as perdas.”  Bhagavad-Gita

sábado, 4 de setembro de 2010

Krishna Janmashtami

Aniversário de nascimento de Bhagavan Krishna
que, segundo o calendárioVishuddha Siddhanta Almanac,
este ano foi comemorado no dia 1o de setembro.
Krishna é a encarnação divina protagonista do Bhagavad Gita, parte do épico Mahabharata.

"Quando a bondade fraqueja,
quando cresce o mal,
torno-me um corpo.
Retorno a cada época
Para libertar o sagrado,
Para destruir o pecado e o pecador,
para restabelecer a justiça."

"Sou o não-nascido, o que não morre,
Senhor de tudo o que respira.
Parece que nasci:
É apenas aparência,
Apenas o meu maya.
Sou ainda o mestre
De meu Prakriti,
O poder que me faz.
Aquele que conhece
A natureza da minha obra e de meu nascimento
Não renasce
Ao deixar este corpo:
Vem para mim."
“Eu trato por igual a todos os seres, não tenho preferências, nem desprezo a ninguém; mas os que adoram a Mim (ao Senhor) estão em Mim e Eu neles.”- Krishna - Excertos do Bhagavad-Gita
"Adorar um Cristo ou um Krishna é adorar a Deus. Não é, porém, adorar um homem como Deus, adorar uma pessoa. É adorar o próprio Deus, a Existência impessoal-pessoal na encarnação e através dela; é adorá-la como una com o Espírito eterno, transcendente como o Pai e imanente em nossos corações."  Swami Prabhavananda - O Sermão da Montanha segundo o Vedanta. São Paulo: Pensamento, 1986, p. 48-50.