segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ensinamentos de Jesus Cristo

Nossa biblioteca dispõe de um interessante livro intitulado "Assim Falou Jesus Cristo", escrito por Swami Vijoyananda, que iniciou o trabalho espiritual da Ordem Ramakrishna na América do Sul. Ele foi discípulo de Sw. Brahmananda, filho espiritual de Sri Ramakrishna. De maneira clara, inspirada e sob a perspectiva da Vedanta, Swami Vijoyananda discorre sobre os ensinamentos de Jesus. É um convite à adoração.

"E devemos nos converter no espírito antes de pensar sequer em adorar o Pai Celestial. A mais pura forma de adoração consiste em sentir a  presença incessante de Deus; e forçosamente, estando diante do oceano da felicidade não se pode desejar outra coisa que não seja a felicidade mesma. Por tudo isso nos diz claramente Cristo que devemos nos purificar, esquecer nosso errôneo conceito de existência material e nos converter em espírito para adorar a Deus, que é Espírito."
Mas a hora vem, e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. (João IV.21-23)
"Cristo afirma que devemos adorar ao Pai em espírito e em verdade. Bem sabia ele que muitos dos devotos dizem suas orações unicamente com os lábios!"
Este povo honra-me com seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. (Mateus XV-8)
"Cristo sabia perfeitamente que dos devotos, a maior parte é distraída, incrédula e mentirosa inconsciente. A falta de um ideal definido em sua vida converte o aspirante religioso em fácil presa dos pensamentos errantes e vagabundos; e em semelhantes condições de inexatitude mental, milhares de desejos tentadores o enganam em nome dos ideiais religiosos. ..."
"... A sinceridade, base da verdade, é a alma da religião. ... Para adorar a Deus, em espírito, a condição essencial e primária é adorá-lo em verdade." (p. 100-101)

5 comentários:

  1. "- Você estava falando sobre adorar imagens de barro... Mesmo que ela seja feita de barro, há necessidade de adoração. Aquele que é o Senhor do universo estabeleceu todas essas diversas formas de adoração, para atender as pessoas em seus variados estágios de desenvolvimento." Sri Ramakrishna

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  2. "De tempos imemoriais, muitas pessoas adoraram imagens e com isso atingiram a liberação. Isso não vale para alguma coisa? Sri Ramakrishna jamais aceitava idéias estreitas de diferença. Brahman existe em todas as partes." Sri Sarada Devi

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  3. "(...)Todos acham o que procuram, de acordo com a sua natureza.

    Hás de saber, entretanto, ó Arjuna, que a verdade, apesar de ser desconhecida pelos fanáticos e intolerantes, é esta: Que, ainda que os homens adorem vários deuses e várias imagens, e tenham diferentes concepções da deidade adorada, e até pareçam as suas idéias ser contraditórias entre si, toda a sua fé se inspira em mim.

    A sua fé em seus deuses e imagens não é senão o alvorecer da fé em Mim; adorando essas formas e concepções, eles querem adorar a Mim, sem o saberem. E, em verdade te digo, eu aceito e recompenso essa fé e adoração, uma vez que seja honesta e conscienciosa. Esses homens fazem o melhor que podem, conforme o estado de seu desenvolvimento, e receberão os benefícios que procuram, conforme a sua fé; todo benefício, porém, emana de Mim. Tal é o meu Amor, a minha Razão e a minha Justiça."
    (Bhagavad-Gita VII, 20-22)

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  4. “Pergunta: Pode um homem alcançar mukti (libertação) pela adoração de imagens? Swamiji (Vivekananda): A adoração de imagens não pode diretamente dar mukti; pode ser uma causa indireta, um auxílio na caminhada. A adoração de imagens não deve ser condenada, pois, para muitos, prepara a mente para a realização da Advaita (não-dualidade) que torna o homem perfeito.”

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  5. A ADORAÇÃO A DEUS ATRAVÉS DAS IMAGENS

    Na mente de muitas pessoas existe a noção de que os hindus são idólatras porque normalmente eles usam imagens para adorar a Deus. Mas tal noção é absolutamente incorreta. Imagens não são nada além de “símbolos” do poder e da glória de Deus (Īshvara). Através de tais símbolos tangíveis o hindu tenta estabelecer contato com o Īshvara intangível. Da mesma maneira que a fotografia do pai de uma pessoa não é na verdade o pai da pessoa, mas apenas um artifício para recordar-se dele assim também, uma imagem simbolizando algum dos poderes ou glórias de Deus, nunca é considerada pelo hindu como sendo o próprio Deus. Apenas o ajuda a recordar-se de Deus. A imagem, que é um símbolo, age como um elo entre Deus e o Seu adorador, e quando através de tal adoração, o adorador estabelece uma comunhão mental com Deus, a adoração termina. Então já não existe a necessidade das imagens. Por isso que os hindus descartam as imagens depois da adoração imergindo-as em lagos ou rios.(Hinduísmo-síntese, p.18)

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