segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Glossário

ATMAN— O Espírito ou Ser, o aspecto imanente de Deus. Presença de Brahman em cada ser.

BHAGAVAD GITA – Tradução “A Canção do Senhor”. Conhecida escritura hindu que faz parte do épico Mahabhárata. Narra os diálogos entre Krishna e Arjuna, representando o diálogo entre a natureza divina, o Self (Eu Superior, Atman) e a natureza humana, o ego (eu inferior, Ahamkara).
Divide-se em 18 capítulos:

I - O DESÂNIMO DE ARJUNA
II - O CAMINHO DO DISCERNIMENTO (Sankhya e Yoga – A verdadeira Natureza do Espírito)
III - O CAMINHO DA AÇÃO (Karma Yoga)
IV - O CAMINHO DO CONHECIMENTO (Jnana Yoga)
V - A RENÚNCIA DA AÇÃO (Karma Sannyasa-Yoga, renúncia das obras)
VI - O CAMINHO DA MEDITAÇÃO (Atma Sanyama Yoga, subjugação ao Eu Superior)
VII - O CAMINHO DO CONHECIMENTO E DE SUA REALIZAÇÃO (Vijnana Yoga, discernimento espiritual – a natureza do Espírito e o espírito da natureza)
VIII - O CAMINHO A BRAHMAN, O IMPERECEDOURO (Akshara Parabrahma Yoga, o caminho para a Divindade Suprema)
IX – O CAMINHO DA SABEDORIA REAL E DO MISTICISMO REAL (Raja-Vidya – Raja-Guhya Yoga, o Supremo Caminho e o Soberano Segredo)
X – AS MANIFESTAÇÕES DIVINAS (Vibhuti Yoga)
XI – A VISÃO DA FORMA UNIVERSAL (Visva-Rupa-Darshanam)
XII – O CAMINHO DA DEVOÇÃO (Bhakti Yoga)
XIII – O DISCERNIMENTO ENTRE A NATUREZA E A ALMA (Kahtra-Kshetrajna-Vibhaga Yoga, O campo e o Conhecedor do campo)
XIV – O DISCERNIMENTO SOBRE OS TRÊS GUNAS (Guna-Traya-Vibhaga Yoga, as três gunas ou qualidades da matéria)
XV – O CAMINHO À SUPREMA PESSOA (Purushottama-Prapti Yoga, o conhecimento do Espírito Supremo)
XVI – OS ATRIBUTOS DIVINOS E DEMONÍACOS (Daiva-Sarasaupad Vibhaga Yoga, discernimento entre o Divino e o demoníaco)
XVII – AS TRÊS CLASSES DE SHRADDHA (Shraddha-Traya Vibhaga Yoga, as três espécies de fé)
XVIII – O CAMINHO DA RENÚNCIA (Moksha Sannyasa Yoga, a liberação pela Renúncia aos frutos da ação)

Baixe aqui o Srimad Bhagavad Gita - Tradução de Swami Vijoyananda e conheça os ensinamentos de Krishna

BHAKTA — Um devoto de Deus; o seguidor do caminho da bhakti yoga. O bhakta não tem que suprimir suas emoções; ele as intensifica e as direciona para Deus.

BHAKTI YOGA — O caminho da devoção; uma das quatro principais yogas, ou caminhos de união com Deus. Depois de cultivar intenso amor por um dos muitos aspectos de Deus Pessoal – freqüentemente como uma encarnação divina – o adorador dissolve seu próprio ego no Ideal Escolhido. A bhakti yoga é o caminho mais natural para a realização de Deus. O bhakta não tem que suprimir suas emoções; ele as intensifica e as direciona para Deus. A maioria dos devotos de todas as grandes religiões do mundo é fundamentalmente seguidora deste caminho.

BRAHMAN — O Absoluto Impessoal, Existência ou Deus, a Realidade Toda-Penetrante da filosofia Vedanta.

CHAKRA — Literalmente, “rodas”. Segundo o Tantra, há seis principais centros de consciência ao longo do canal central da coluna vertebral (sushumna) e um sétimo centro localizado no cérebro: muladhara, svadhisthana, manipura, anahata, vishuddha, agña e sahasrara. São os centros dinâmicos onde a energia espiritual se torna vitalizada e se expressa por meio da percepção espiritual e da visão mística. Esses centros formam os degraus ascendentes pelos quais a kundalini, ou energia espiritual, passa da base da coluna vertebral para o cérebro. Quando se forma uma passagem fácil ao longo do sushumna, através desses centros, e a kundalini não encontra resistência em seu movimento ascendente e descendente, então ocorre o shatchakrabheda, que significa, literalmente, a penetração dos seis chakras ou centros místicos. Na linguagem da yoga, os chakras são descritos metaforicamente como lótus, porque dizem que se abrem como flores de lótus. O chakra muladhara, situado entre a base do órgão sexual e o ânus, considerado como a sede da kundalini, é o lótus de quatro pétalas. O svadhisthana, situado na base do órgão sexual, é um lótus de seis pétalas. O manipura, na região do umbigo, tem dez pétalas. O anahata, na altura do coração, é um lótus de doze pétalas. O vishuddha, na parte inferior da garganta, tem seis pétalas. O agña, situado no espaço entre as sobrancelhas, possui duas pétalas. No cérebro está o sahasrara, o lótus de mil pétalas, a morada de Shiva, tão branco quanto a lua cheia prateada, tão brilhante quanto o relâmpago, e suave e sereno como o luar. Esta é a meta mais alta, e aqui a energia espiritual despertada manifesta-se em toda a sua glória e esplendor.

Sri Ramakrishna, por sua vez, assim descreve os chakras:

“Quando a mente está ligada ao mundo, a consciência permanece nos centros inferiores: os plexos sacrococcígeo (muladhara), sacral (svadhisthana) e solar (manipura). Nesse caso, não existem ideais elevados ou pensamentos puros na mente, que permanece imersa na luxúria e na cobiça. O quarto centro de consciência (anahata) fica na região do coração. Quando a mente alcança esse centro, ocorre o despertar espiritual. Nesse estágio, a pessoa tem uma visão espiritual da Luz Divina e fica maravilhada diante de sua beleza e glória. A partir de então, sua mente não corre mais atrás de prazeres mundanos. A região da garganta é o quinto centro de consciência (vishuddha). Quando a mente sobe até esse centro, o indivíduo liberta-se da insensatez e da ignorância, passando a falar apenas de assuntos relacionados a Deus. O sexto centro (agña) situa-se entre as sobrancelhas. Quando a mente o atinge, a pessoa submerge na consciência divina, embora ainda lhe reste a consciência de um ego separado”. Contemplando a visão beatífica de Deus, a pessoa enlouquece de alegria e anseia por aproximar-se mais e unir-se a Ele. Mas não consegue, pois ainda existe o ego entre ambos... O centro no cérebro (sahasrara) é o sétimo. Quando alguém se eleva até esse plano, entra em samadhi, a consciência transcendental, em que realiza sua unidade com Deus”.

DHARMA — Literalmente, “aquilo que sustenta a nossa verdadeira natureza”; a palavra pode denotar mérito, moralidade, retidão, verdade, dever religioso, ou modo de vida que a natureza de uma pessoa lhe impõe. É também o primeiro dos quatro frutos da vida humana (dharma – o dever, artha – as riquezas, kama – os prazeres, moksha – a libertação). No budismo, dharma (pronunciado dhamma) também significa a doutrina budista.

RAJA YOGA — Literalmente, “yoga real”; uma das quatro principais yogas ou caminhos para a união com Deus, sistematizada nos Yoga Sutras de Patânjali. A raja yoga é o caminho da meditação formal, um método de concentração da mente direcionada unicamente para a Realidade Última, até que a absorção completa seja alcançada.

YOGA - basicamente significa "unir" - isto é, unir a alma do homem à Alma suprema, ou Deus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Compartilhe: